É impossível falar do Clube do Remo sem destacar sua origem fluvial e vencedora. O remo esteve ligado à identidade do Clube, marcando sua fundação, suas primeiras glórias esportivas e a construção de uma tradição que atravessa gerações.
Assim como em outras modalidades, o Remo também acumula feitos inéditos e históricos. Um dos mais marcantes ocorreu na primeira regata do Campeonato Paraense de 1972, quando o Leão venceu todos os dez páreos disputados, somando 120 pontos. A prova aconteceu na manhã de 25 de junho daquele ano e contou com a participação de Paysandu, Tuna Luso e Recreativa Bancrévea. O feito permanece inigualado até hoje.
O remo sempre foi tradição no Clube do Remo — não por acaso, foi o esporte responsável pela fundação da agremiação, em 1905, quando o País vivia a paixão pelas competições náuticas. Entre as grandes conquistas, destaca-se a posse definitiva do Troféu Lauro Sodré, em 1934, após 17 edições de acirradas disputas do Campeonato Paraense de Remo. O troféu, desejado por Remo, Paysandu, Tuna Luso e Recreativa, ocupa hoje lugar de destaque na galeria da Sede Social azulina.
Houve também tempos de reconhecimento simbólico e de forte identidade com a torcida. Em dias de jogos de futebol, era comum ver os atletas do remo desfilando suas embarcações em volta do gramado, recebendo aplausos e alimentando a já intensa
rivalidade com o Paysandu. Atualmente, o Clube do Remo segue sendo o maior campeão das águas no Estado. Foi na sede náutica, inclusive, que se desenvolveram as primeiras funções administrativas da instituição.
Troféu Lauro Sodré – uma das maiores conquistas da história azulina
Entre os inúmeros troféus conquistados pelo Clube do Remo nas mais diversas modalidades esportivas, o Troféu Lauro Sodré é, sem dúvida, o mais importante. Ele representa o orgulho do passado e inspira as novas gerações de remistas, possuindo um
valor histórico inestimável.
A taça apresenta a figura de um gladiador defendendo uma mulher e seu filho, posicionados aos seus pés. Produzido em bronze pelo artista Jaeger, na França, o troféu pesa 45 quilos, mede 60 centímetros de altura e 25 centímetros de largura.
Ao longo de 17 anos de disputas intensas nas águas da Baía do Guajará, o Clube do Remo venceu por nove vezes a tradicional prova de yole a quatro. A Recreativa e a Tuna Luso conquistaram o título três vezes cada, enquanto o Paysandu venceu duas edições. A sequência histórica de vencedores é a seguinte:
1917 – Remo
1918 – Remo
1919 – Recreativa
1920 – Tuna Luso
1921 – Remo
1922 – Tuna Luso
1923 – Remo
1924 – Recreativa
1925 – Recreativa
1926 – Remo
1927 – Paysandu
1928 – Paysandu
1929 – Remo
1930 – Tuna Luso
1931 – Remo
1932 – Não houve disputa
1933 – Remo
1934 – Remo
Na base frontal do troféu encontra-se uma placa de prata com a inscrição: “1917 – Campeonato Oficial de Remo do Estado do Pará”. Em seguida, medalhas de ouro e prata registram os vencedores da prova de yole a quatro em cada temporada. Duas placas
adicionais de prata destacam as tripulações campeãs de 1931 e 1933, enquanto uma placa de ouro eterniza os remadores vencedores de 1934.
Como o Clube do Remo conquistou o título por três anos consecutivos — sempre utilizando o barco “Tuchaua” — obteve a posse definitiva do Troféu Lauro Sodré. Trata-se da maior conquista já registrada nas raias da Baía do Guajará, um marco que permanece vivo desde o passado até os dias atuais e que reafirma a grandiosidade do Leão Azul nas águas
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